Pioneiro na importação de máquinas-ferramenta no Brasil contemporâneo, o Grupo MEGGA chega aos 20 anos como a maior holding importadora de bens de capital e escolhe a FEIMAFE 2011 para marcar a data
O Grupo MEGGA completa 20 anos de fundação com números expressivos, que dão a dimensão da sua importância para a atividade industrial brasileira: seis empresas, seis filiais, quase uma centena de representantes cobrindo de Norte a Sul do País, 200 colaboradores e um faturamento anual de 200 milhões de dólares, com projeção de 1 bilhão de dólares até 2020. O marco das comemorações será durante a FEIMAFE, quando o Grupo MEGGA receberá clientes e amigos diariamente, em seu estande, especialmente decorado para celebrar a data.
Nascido da visão empreendedora de Thomas Lee, Lawrence Huang e Silvio Colafemina, o Grupo MEGGA trouxe a primeira ferramenta importada – uma parafusadeira elétrica, fabricada em Taiwan – ainda em 1991, quando as importações eram proibidas no Brasil. Mesmo pagando todos os impostos, que chegaram a 100% do valor da ferramenta, a parafusadeira custou 40% mais barato que sua similar nacional. Rapidamente, foram vendidas 200. O segundo produto importado, uma fresa, também de Taiwan, chegou ao Brasil por menos da metade da nacional, apesar dos impostos. “O mundo começava a falar em globalização e a indústria brasileira tinha produtividade muito baixa, porque as máquinas feitas aqui eram muito caras e não havia competição, as poucas fabricantes dominavam o mercado”, lembra Thomas Lee, CEO do Grupo. Foram vendidas duas, depois quatro e logo a Meggaton, empresa criada para fazer as importações, trazia cinco contêineres com máquinas e ferramentas de Taiwan.
A abertura proporcionada pelo Plano Collor, um ano depois, encontrou a Meggaton pronta para importar tornos convencionais e comandados por computador, os chamados CNC – uma grande novidade na época – a partir de um escritório localizado na Av. São Gabriel, zona Sul de São Paulo, equipado com uma secretária e uma sala de reuniões. Mas as máquinas e ferramentas continuavam vindas de Taiwan. “Fomos os primeiros a trazer máquinas-ferramenta CNC para o Brasil”, lembra Lee. Em 1994, a Meggaton participou da sua primeira feira – a Mecânica – e no ano seguinte fez a estreia na FEIMAFE. “As feiras são fundamentais para mostrar portfólio, fazer lançamentos, estreitar relacionamento com os clientes e prospectar novos. Sempre tivemos bons resultados com essas, que são as maiores do país”, afirma Thomas Lee.
ASCENSÃO ATÔMICA – Meggaton, origem de todas das empresas do Grupo, ganhou este nome inspirada na força explosiva da bomba atômica, que é medida em megatons. O G dobrado foi sugestão de um numerologista, que vislumbrou o potencial de crescimento da nova empresa. “No primeiro ano, vendemos 100 mil dólares em máquinas e ferramentas, no segundo já foram 900 mil dólares e no terceiro ano alcançamos 4 milhões de dólares e o dobro no ano seguinte. As previsões estavam certas!”, brinca Thomas Lee.
Em 2003, interesses diversos motivaram a saída dos sócios, ao mesmo tempo em que Thomas Lee percebeu a oportunidade de desmembrar a empresa, constituindo uma nova unidade, focada em máquinas mais sofisticadas, com alto agregado tecnológico. Nascia assim a Meggatech, em 18/08/2003, para fornecer centros de usinagem e tornos de alta velocidade e performance. No ano seguinte, uma nova subdivisão fazia surgir a Meggaforming, voltada ao segmento de máquinas para o corte e a conformação de chapas metálicas, constituída em 22/09/2004. O aquecimento industrial passou a exigir mais máquinas para o processamento de plásticos estimulando a importação de injetoras, sopradoras e extrusoras, dando lugar à Meggaplástico, fundada em 31/01/2006. “De repente, éramos um grupo de empresas trabalhando para aumentar a produtividade e a competitividade da indústria nacional”, destaca o CEO. Em 2007, o fundador passou a presidência para o filho Stefan Lee, assumindo a presidência do Conselho do Grupo MEGGA. Queria descansar, mas, contaminado pela visão de futuro e o vírus do empreendedorismo, constituiu ainda duas outras empresas:
a Meggalog, em 30/09/2008, destinada a máquinas para logística e movimentação de cargas, e a Meggadig, fundada em 08/06/2010, dedicada ao setor de construção.
Ao todo, o Grupo MEGGA já vendeu mais de 20 mil no Brasil, o que daria para encher 20 estádios de futebol. “Fomos o primeiro importador de máquinas-ferramenta no Brasil, o segundo de segmento de transformação de plástico e o segundo da área de corte e conformação de metais. A importação de bens de capital é imprescindível no Brasil atual. O país tem que importar para continuar crescendo, porque o fabricante nacional não consegue suprir o mercado com o volume e a tecnologia necessários”, analisa Thomas Lee.
Atualmente, o Grupo MEGGA representa mais de 20 marcas de fabricantes consagrados na China, Taiwan, Japão, Coreia e outros mercados internacionais, com a garantia de assistência técnica em todo o país e o compromisso de buscar sempre a melhor solução para os clientes.
“Nossa missão é apresentar soluções de produtividade e tecnologia com produtos de qualidade e excelência de serviços”, apregoa Thomas Lee, que não se cansa de crescer: “Eu nunca desisto”, avisa Lee, prenunciando que outras Meggas virão. É esperar para ver.