Programa foi estendido até 31 de dezembro de 2011
São Paulo, abril de 2011 - A realização da 13ª FEIMAFE (Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura) e da 11ª QUALIDADE (Feira Internacional do Controle da Qualidade) coincide com uma boa notícia para o setor de máquinas-ferramenta, assim como para todo o segmento de máquinas. Graças ao empenho da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) junto ao governo federal foi prorrogada até 31 de dezembro de 2011 a linha de crédito do programa Finame PSI (Programa de Sustentação do Investimento). O programa, que deveria encerrar-se no fim de março será estendido, inclusive, com a ampliação de sua abrangência, alteração de taxas e terá um orçamento de R$ 75 bilhões. O instrumento é, segundo a ABIMAQ, importante para atenuar a perda de competitividade da indústria nacional frente aos concorrentes internacionais.
Com essa prorrogação, os participantes da FEIMAFE e QUALIDADE, que serão realizadas no Pavilhão de Exposições do Anhembi, de 23 a 28 de maio de 2011, poderão, no local, obter mais informações e esclarecer dúvidas sobre as alterações no programa e até fazer operações, pois o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) é um dos participantes dos eventos. Além do BNDES estarão lá, também, o Bradesco e a Nossa Caixa Desenvolvimento, o banco de investimento do governo paulista.
A prorrogação da linha de crédito do Finame PSI incluiu uma alteração nas taxas. Agora, os juros cobrados para comercialização de bens de capital passam de 5,5% para 6,5% ao ano (no caso de micro, pequena e media empresa) e de 8,7% (para grandes empresas). Para exportações de bens de capital, as taxas serão de 9% (grande empresa) e 7% ao ano (MPME), contra os 5,5% cobrados até março.
Nesta nova versão, passam a contar com as condições especiais do BNDES PSI a aquisição de partes, componentes e serviços tecnológicos para bens de capital. O Programa também financiará bens de tecnologia da informação e comunicação desenvolvidos no Brasil com tecnologia nacional, de acordo com critérios estabelecidos pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Nos dois casos, a taxa final para o tomador do empréstimo será de 5% ao ano.
Os juros mais baixos do programa continuam sendo aqueles cobrados para inovação, que variam de 4% a 5% ao ano. Em sintonia com o processo de estímulo ao crédito privado de longo prazo, o BNDES está reduzindo a sua participação máxima dos investimentos no âmbito do BNDES PSI. O apoio a bens de capital para MPMEs, que era de 100% do investimento, agora será limitado a 90%. Para grande empresa, o limite passou de 80% para 70%. A mesma redução de 10% da participação máxima foi aplicada aos subprogramas de inovação e exportação.